Gaibéus

Gaibéus

Alves Redol / Aug 23, 2019

Gaib us Gaib us um cl ssico do neo realismo portugu s descreve o drama de um rancho de ceifeiros que do Norte do Pa s descem a participar na batalha sem fim travada na lez ria Esta obra j foi vertida no siste

  • Title: Gaibéus
  • Author: Alves Redol
  • ISBN: null
  • Page: 167
  • Format: Paperback
  • Gaib us um cl ssico do neo realismo portugu s descreve o drama de um rancho de ceifeiros que do Norte do Pa s descem a participar na batalha sem fim travada na lez ria Esta obra j foi vertida no sistema Braille Publica es Europa Am rica sente se honrada por reeditar uma obra de um dos maiores escritores contempor neos, que sempre soube defender os humilhados, ofen Gaib us um cl ssico do neo realismo portugu s descreve o drama de um rancho de ceifeiros que do Norte do Pa s descem a participar na batalha sem fim travada na lez ria Esta obra j foi vertida no sistema Braille Publica es Europa Am rica sente se honrada por reeditar uma obra de um dos maiores escritores contempor neos, que sempre soube defender os humilhados, ofendidos e deserdados.

    • Unlimited [Humor and Comedy Book] ☆ Gaibéus - by Alves Redol ↠
      167 Alves Redol
    • thumbnail Title: Unlimited [Humor and Comedy Book] ☆ Gaibéus - by Alves Redol ↠
      Posted by:Alves Redol
      Published :2019-05-16T15:41:45+00:00

    About "Alves Redol"

      • Alves Redol

        Cedo come ou a trabalhar dada a natureza modesta da sua fam lia Parte para Angola, aos 16 anos, procurando melhores condi es de vida, regressando a Portugal tr s anos depois Junta se ao Movimento de Unidade Democr tica MUD , que se opunha ao regime do Estado Novo, e filia se no Partido Comunista, escrevendo artigos no jornal O Diabo.Introduziu o neo realismo em Portugal com o romance Gaib us 1939 , nome dado aos camponeses da Beira que iam fazer a ceifa do arroz ao Ribatejo, em meados do s culo XX Da em diante sua obra revela uma grande preocupa o social, velada ainda assim, dada a censura e persegui o pol tica movida pelo regime de Salazar aos oposicionistas, e mormente aos simpatizantes do PCP, como era o caso Chegou mesmo a sofrer pris o pol tica tendo sido torturado.Seu ltimo romance, Barranco de Cegos, de 1962, considerado sua obra prima e afirma sua nova fase, em que a interven o pol tica e social posta em segundo plano, dando lugar a um centramento nas personagens e na sua evolu o psicol gica, de cariz existencial.


    453 Comments

    1. Faço questão de escrever aqui a minha opinião, para mais tarde me relembrar porque gostei ou não. Escrevo o que gostaria de ler sobre um livro, como se recorrentemente tivesse que o comprar. Sou parcial, no mais abonatório possível. Posto isto, este livro é muito bom, mas a sua leitura não foi prazenteira nem gostei particularmente do que li.Gaibéus é um retrato, uma janela para o mundo dos trabalhadores rurais que migravam, nos meses de Verão, para a monda/ceifa do arroz e milho no R [...]


    2. Opinião publicada em: As Horas que me preenchem de prazer.Durante esta leitura lembrei-me várias vezes de Esteiros de Soeiro Pereira Gomes que, porém, conseguia ser mais suave na linguagem, mas igualmente cru nas realidades apresentadas: o trabalho infantil.Já Alves Redol opta por nos falar dos «gaibéus»: o povo que se resigna a migrar das suas terras até às lezírias do Ribatejo para a ceifa do arroz e a retornar a casa quando esta termina. Assim, seguindo a linha neo-realista, o colec [...]


    3. Segundo os dicionários, gaibéus eram jornaleiros (trabalhadores agrícolas contratados que recebiam um determinado salário por dia) da zona do Ribatejo ou da Beira Interior que trabalhavam nas ceifas ou nas mondas das Lezírias. Nesta obra em particular, Alves Redol conta a vida de um grupo destes jornaleiros que trabalhavam na monda do arroz numa das lezírias do Ribatejo. Homens e mulheres que vinham de outras terras, como alugados para um trabalho duro, de sol a sol, e de parcos ganhos. To [...]


    4. Este livro publicado inicialmente em 1939 surpreendeu-me. Iniciei a primeira página e considerei se ainda compreenderia português, ou se estaria este livro escrito noutra língua que não domino?Uma cadeia de nomes comuns e coletivos para mim desconhecidos, acompanhados por verbos por mim nunca antes vistos. Apesar do susto inicial continuei a leitura. Aos poucos os nomes e verbos foram ganhando significado, pois Alves Redol descreve-nos em detalhe, o modo de vida perdido no tempo, de jornalei [...]


    5. Em 2014, o jornal Público, em parceria com A Bela e o Monstro, Edições, lançou uma colecção de livros proibidos pelo Regime, sendo o primeiro volume «Gaibéus». Li, então, a reprodução da primeira edição, de autor, publicada em dezembro de 1939 e editada pela Livraria Portugália - Lisboa (com algumas gralhas e erros, sinalizados em Erratas pelo autor: «As que a revisão deixou passar, o leitor as corrigirá.») . Gaibéus, os trabalhadores sazonais que vão trabalhar nos arrozais [...]


    6. Por vezes torna se difícil de ler sem um dicionário ao lado, devido aos termos empregados pelo autor, mas após se dominar a escrita do autor, o retrato cru da vida dos Gaibéus salta das páginas levando nos a sentir as dores e preocupações daquelas gente de um passado, não tão distante.




    7. Gostei porque está muito bem escrito e o retrato dos gaibéus muito bem conseguido. Acho que não gostei mais porque na minha opinião o vocabulário utilizado pelo autor chega a ser pretensioso. Parece-me existir um exagero na utilização de palavras menos comuns, o que não seria problema, se eu não sentisse que por vezes é um estilo forçado, o que torna o livro entediante em algumas passagens.Se calhar tinha uma expectativa demasiado elevada em relação a este livro.


    8. Mais estudo etnográfico que romance, Baigéus é permeado pelo sangue, suor e lágrimas dos alugados. A repetição é o método elegido para ritmar a obra.


    9. Alves Redol publica o romance Gaibéus em 1939, este é a sua contribuição inestimável para a força e definição da corrente literária da denúncia das injustiças sociais em Portugal: o Neo-Realismo. Gaibéus assume uma dimensão de intervenção social, inevitavelmente derivada das graves condições de vida da população portuguesa dos anos 30 e 40 do século passado, influenciada pelo pós-guerra e pela sedução dos sistemas socialistas que o clima português de ditadura se encarrego [...]


    10. "Gaibéus eram trabalhadores oriundos do Alto Ribatejo e Beira Baixa que desciam às lezírias para fazer mondas e ceifas." Esta é a primeira definição que importa saber para perceber este romance.O amor à terra é por demais evidente neste livro. Alves Redol, nascido em Vila Franca de Xira, mostra através desta obra as dificuldades pelas quais passaram os nossos antepassados que se dedicavam ao campo.Numa clara visão de esquerda, mostra-nos como as pessoas eram exploradas até à exaustã [...]


    11. História simples que nem eleva demasiado, nem cai no desinteressante. Um grupo de pessoas vai trabalhar para aceifa do arroz junto ao tejo onde os designam pejorativamente como Gaibéus. Todos os grupos têm um capataz, e são mais ou menos explorados. Pequenas histórias dentro deste grupo onde avultam, as histórias do pequenos rapazes que lá vão como aguadeiros e que interagem com rapazes da terra, muito mais livres. e a história da cobiçada jovem, a Rosa, que por requestada por todos, p [...]


    12. Uma historia que nos pertence a todos. Nao e facil contar uma historia tao colada a realidade, ainda mais quando nao se trata de uma realidade facil, de uma forma tao cativante. Penso que o melhor deste livro e o facto de o autor conseguir contar a historia da perspectiva dos personagens, e tal como estes achar quase natural o destino a que estao 'condenados'. Os sentimentos variam entre a revolta pela ignorancia das partes envolvidas, ao reconhecer de um povo, ao sorrir com a leveza com que enf [...]


    13. Gostei mesmo muito deste livro, que tem uma prosa muito bonita, às vezes até um pouco poética, e que relata a vida dos gaibéus - trabalhadores "alugados"que vinham do centro e norte do país para trabalhar nas lezírias do Tejo, na ceifa do arroz. Uma vida desgraçada, a fazer lembrar a letra de uma canção antiga do Sérgio Godinho "Vi-te a trabalhar o dia inteiro, Muita força p´ra pouco dinheiro" Muito bom.


    14. É um clássico da literatura portuguesa que retrata a vida nua e crua dos trabalhadores sazonais nos campos da lezíria do Tejo.É um livro muito interessante, realista.Gostei desta crítica que partilho aqui:aminhaestante/2012


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