Sonetos

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Florbela Espanca / Nov 15, 2019

Sonetos Florbela a verdadeira poesia no feminino singular Obra po tica de rara sensibilidade em que o caso humano se faz poema Florbela Soror Saudade irm da amargura e voz da Charneca em Flor

  • Title: Sonetos
  • Author: Florbela Espanca
  • ISBN: null
  • Page: 483
  • Format: Paperback
  • Florbela a verdadeira poesia no feminino singular.Obra po tica de rara sensibilidade em que o caso humano se faz poema.Florbela Soror Saudade , irm da amargura e voz da Charneca em Flor.

    • ☆ Sonetos || í PDF Read by ☆ Florbela Espanca
      483 Florbela Espanca
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      Posted by:Florbela Espanca
      Published :2019-08-13T15:06:18+00:00

    About "Florbela Espanca"

      • Florbela Espanca

        Florbela Espanca birth name Flor Bela de Alma da Concei o , a poet precursor of the feminist movement in Portugal, she had a tumultuous and eventful life that shaped her erotic and feminine writings.She was baptized as the child of an unknown father After the death of her mother in 1908, Florbela was taken into the care of Maria Espanca and Jo o Maria Espanca, for whom her mother had worked as a maid Jo o Maria Espanca, who always provided for Florbela she referred to him in a poem as dear Daddy of my soul , officially claimed his paternity in 1949, 19 years after Florbela s death.Florbela s earliest known poem, A Vida e a Morte Life and Death , was written in 1903 Her first marriage, to Alberto Moutinho, was celebrated on her 19th birthday After graduating with a literature degree in 1917, she became the first woman to enroll at the law school at the University of Lisbon Between 1915 1917 she collected all her poems and wrote O livro D ele His book that she dedicated to his brother.She had a miscarriage in 1919, the same year that Livro de M goas The Book of Sorrows was published Around this time, Florbela began to show the first serious symptoms of Neurosis In 1921 she divorced her first husband, which exposed her to significant social prejudice She married Ant nio Guimar es in 1922.The work Livro de Soror Saudade Sister Saudade s Book was published in 1923 Florbela had a second miscarriage, after which her husband divorced her In 1925 she married M rio Lage a doctor that treated her for a long time Her brother Apeles Espanca died in an airplane crash some might say he committed suicide, due to her fianc es death , which deeply affected her and inspired the writing of As M scaras do Destino The Masks of Destiny.In October and November of 1930, Florbela twice attempted suicide, shortly before the publication of her last book Charneca em Flor Heath in Bloom Having been diagnosed with a pulmonary edema, Florbela died on December 8, 1930, on her 36th birthday Her precarious health and complex mental condition make the actual cause of death a question to this day Charneca em Flor was published in January 1930 After her death in 1931 Reliquiare , name given by the italian professor Guido Battelli, was published with the poems she wrote on a further version of Charneca em Flor.


    861 Comments

    1. Hoje, quando cumpria o meu ritual semanal de namorar um pouco com os meus livros, toquei nos sonetos de Florbela. Tenho este livro desde 1981 e perdi a conta às vezes que o li. Dentro tem um papelinho no qual assinalei os sonetos que tanto falavam ao meu coração. Reli esses e alguns outros, e apercebi-me que perdi a capacidade para os ouvir. Excepto um"Perdi os meus fantásticos castelos Como névoa distante que se esfuma Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los: Quebrei as minhas lanças u [...]



    2. The Alentejo birthplace fed his literary imagination and perhaps explains their constant oscillation between self-absorbed meditation and a kind of body and dispersive delivery to landscape (earth, sun, sap, flower). The pregnant aridity of life of the Alentejo moorland, which it describes as "sacred", provides her the metaphoric synthesis in which his poetry dives between pagan sensuality and mystical pantheism, as well as have provided her the title HEATH IN FLOWER.----------------------- NOTE [...]


    3. "Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,Dizendo coisas que ninguém entende!Da tua cantilena se desprendeUm sonho de magia e de pecados.Dos teus pálidos dedos delicadosUma alada canção palpita e ascende,Frases que a nossa boca não aprende,Murmúrios por caminhos desolados.Pelo meu rosto branco, sempre frio,Fazes passar o lúgubre arrepioDas sensações estranhas, dolorosasTalvez um dia entenda o teu mistérioQuando inerte, na paz do cemitério,O meu corpo matar a fome às rosas!"


    4. Confesso que normalmente não leio poesia, mas não podia deixar de ler este livro de sonetos de Florbela Espanca. A intensidade,vulnerabilidade e emoção dos seus poemas não me deixaram de todo indiferente.Resumindo : adorei!Aqui deixo um dos meus poemas favoritos : "Eu sou a que no mundo anda perdida,Eu sou a que na vida não tem norte,Sou a irmã do Sonho, e desta sorteSou a crucificada a doloridaSombra de névoa ténue e esvaecida,E que o destino amargo, triste e forte,Impele brutalmente p [...]


    5. A beleza dos sonetos onde transparece uma melancolia, uma loucura, um narcissismo e um erotismo que nos deixa tão ou mais desequilibrados do que a própria Florbela Espanca.É tão bom ler autores portugueses!



    6. Florbela Espanca, poetisa fortemente influenciada por Camões e Antero de Quental, no que respeita à estrutura externa dos seus poemas (sonetos).Estes deixam transbordar sensualismo, através de uma linguagem passional de um cunho muito pessoal. É a procura da felicidade que só será alcançada no infinito. Não se sente realizada na solidão que a envolve. A natureza, muitas vezes, é alvo dos seus anseios, da busca absoluta da felicidade que diz ter-lhe sido negadaos seus anseios levados ao [...]



    7. Foi um refrescar da memória, porque ninguém escreve sobre amor, dor e sentimentos como a Florbela Espanca com todo o carinho guardo este tesouro que tenho a certeza vou reler muitas mais vezes




    8. Anos após ter lido este livro pela primeira vez, decidi pegar-lhe de novo e ver o que achava desta vez. Bem, continuo a gostar tanto dele como sempre, se bem que, desta vez, notei que não gostei tanto da segunda metade desta compilação como da primeira, enquanto que antes tinha gostado de todo o livro por igual. Não que a segunda parte contenha poemas "inferiores" à primeira, penso que isto não passa de uma preferência pessoal já que me identifiquei mais com os poemas de uma parte do qu [...]


    9. Este pequeno grande livro de sonetos de Florbela Espanca deu-me uma visão mais aprofundada da poetisa que já conhecia dos estudos académicos.Apelidada de mulher-poeta, Florbela é o exemplo de como era difícil para as mulheres tomarem as rédeas da sua própria vida e como eram, tantas vezes, diminuídas e desvalorizadas perante uma sociedade em que os homens podiam e mandavam. Ela foi a excepção e a sua escrita, triste e melancólica, transmite-nos o seu sofrimento por procurar o amor num [...]


    10. Em Busca do AmorO meu Destino disse-me a chorar:«Pela estrada da Vida vai andando;E, aos que vires passar, interrogandoAcerca do Amor que hás de encontrar.»Fui pela estrada a rir e a cantar,As contas do meu sonho desfiandoE noite e dia, à chuva e ao luar,Fui sempre caminhando e perguntandoMesmo a um velho eu perguntei: «Velhinho,Viste o Amor acaso em teu caminho?»E o velho estremeceu olhoue riuAgora pela estrada, já cansadosVoltam todos para trás, desanimadosE eu paro a murmurar: «Ningu [...]


    11. Consigo ver nos versos de Florbela traços característicos da sua neurose. Penso que sem esse distúrbio, seria apenas mais uma escritora amadora.Eu, pessoalmente, não gostei da sua poesia pelo simples facto de se arrastar sempre pelo mesmo caminho e de não arrebatar na minha leitura qualquer tipo de sentimento. Noto que toda a sua tristeza é transformada de maneira muito inteligente em versos puros e fortes mas têm uma linguagem poética tão forte que perdem a sua essência e naturalidade [...]


    12. Para quê?!Tudo é vaidade neste mundo vãoTudo é tristeza, tudo é pó, é nada!E mal desponta em nós a madrugada,Vem logo a noite encher o coração!Até o amor nos mente, essa cançãoQue o nosso peito ri à gargalhada,Flor que é nascida e logo desfolhada,Pétalas que se pisam pelo chão!Beijos de amor! Pra quê?!Tristes vaidades!Sonhos que logo são realidades,Que nos deixa a alma como morta!Só neles acredita quem é louca!Beijos de amor que vão de boca em boca,Como pobres que vão de p [...]


    13. Não gostei muito deste livro, a Florbela era realmente uma grande poetisa; mas a grande maioria dos seus textos poéticos são tristes, dramáticos e negativistas. Onde há falta de amor, onde se sente a angustia, o sofrimento, o desespero, a solidão e a tristeza da autora. Tornando a leitura algo enfadonha.No entanto, no meio de tantos textos tristes também existem alguns textos de uma rara beleza poética.Recomendo a leitura, apesar de não ter gostado da mesma, os gostos mudam de pessoa pa [...]


    14. Eu não sou um grande fã de poesia, mas há obras que são incontornáveis e esta é uma delas. Ninguém escreve sonetos como os de Florbela Espanca. A meio da leitura caí na tentação de ouvir as versões em fado de Mariza dos sonetos Caravelas e Desejos Vãos. Ambas as interpretações capturam o essencial dos sentimentos derramados nestes versos: sonhos perdidos, amor não correspondido e o desejo da morte.Recomendo o livro o quem gostar Camões, Antero ou poesia em geral.


    15. Poemas imperdíveis/unmissable poemsO anseio pelo esplendor dos sentimentos é transmissível ao longo dos sonetos, alguns belos e melodiosos, outros denotando um desespero que só as almas mais sensíveis compreendem. É leitura obrigatória.The yearning for the splendor of feelings is transmitted over the sonnets, some beautiful and melodious, others denoting a desperation that only the most sensitive souls understand. It is required reading.


    16. I'm not much of a fan of poetry. Or at least I wasn't until I «met» Florbela Espanca. Her poetry is filled with so much pain and suffering, and yet, sometimes I can feel hope in her verses. Her poetry makes me cry; makes me feel; makes me think and wonder about life. Whenever I'm in the mood I just pick up this book and read a few random pages. And I love it :)


    17. Florbela is my favorite poet, her poems have the capacity of touching our inner most part of our person. It is simply unspeakable.




    18. I'm in love with her poetry since I learned about her at the age of 13. Never read all her sonets until now and of course I'm not disappointed. I love Florbela so much.



    19. Em quantos poemas diferentes pode uma pessoa referir o pôr-do-sol? Em muitos. (E, já agora, 'LOIRO' NÃO É UM ADJECTIVO QUE POSSA SER USADO PARA DESCREVER OLHOS. ok? ok.)



    20. Adorei. A expressão de sentimento puro convida a contínua leitura dos poemas, demonstrando-se ao longo destes uma grande profundidade emocional. A melancolia é um tema recorrente e, tal como acontece na música, que quando se está triste, música triste se vai ouvir, no caso da leitura, ler os sonetos de Florbela Espanca é uma bela equivalência.


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